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Cultura e Comunicação Organizacional:
um olhar estratégico sobre a organização, de Marlene
Marchiori, publicado pela Difusão Editora, de São Caetano
do Sul/SP, em 2006.
Texto baseado na tese de doutorado da autora, reconhecidamente uma das
mais destacadas estudiosas da relação entre comunicação
e cultura organizacional em nosso País. Marlene , neste trabalho,
sustenta que quem forma a cultura em uma organização é
a comunicação, e está apoiada em duas premissas
que ela repetidamente explicita: "a cultura é a construção
de significados e a função da comunicação
é justamente construir significados". A análise da
comunicação corporativa por meio da gestão de pessoas
traz elementos novos para reflexão. Vale a pena conferir.
Faces da Cultura e da Comunicação Organizacional,
organizado por Marlene Marchiori, publicado pela Difusão Editora,
de São Caetano do Sul/SP, em 2006.
Esta obra, lançada juntamente com a anterior, é resultado
de um projeto coordenado pela sua organizadora, desenvolvido no curso
de RP da UEL - Universidade Estadual de Londrina, junto à empresa
Sercomtel Telecomunicações. Conta também com a
participação de professores e profissionais de comunicação
convidados para escrever artigos sobre aspectos relevantes vinculados
ao tema, como visão, missão, políticas, história
e memória, liderança e poder, inovação e
mudança, entre outros.
Comunicação Empresarial: a construção
da Identidade, Imagem e Reputação, de Paul A. Argenti,
publicado pela Editora Campus, do Rio de Janeiro, em 2006.
O texto tem inúmeras virtudes e, apesar de ser uma tradução
norte-americana e portanto estar respaldado nesta realidade, pode ser
extremamente útil para os profissionais, estudantes e professores
da área. Abrange os principais temas da Comunicação
Empresarial, ilustrados por cases contemporâneos e relevantes
e não se descuida dos conceitos básicos. A leitura dos
textos de Paul Argenti e os do professor Wilson Bueno, já citados,
propicia uma visão bastante atual da Comunicação
Empresarial aqui e no exterior.
Comunicação nas Organizações,
de J. B. Pinho, publicado pela Editora UFV (Universidade Federal de
Viçosa), em 2006.
A obra do prof. José Benedito Pinho representa uma contribuição
relevante para o estudo da Comunicação Empresarial, reunindo,
em 17 capítulos, conceitos e reflexões sobre um elenco
diversificado de temas. Inclui desde informações básicas
sobre o processo de comunicação nas organizações
a análise de situações específicas, como
as que tipificam os conflitos, as mudanças e as crises nas organizações.
Leitura proveitosa, sem dúvida.
Avaliação em Comunicação
Organizacional, de Gilceana Soares Moreira Galerani, publicado pela
Embrapa, de Brasília/DF, em 2006.
Resultado de sua dissertação de mestrado defendida na
ECA/USP, o trabalho de Gilceana Galerani preenche uma lacuna importante
na literatura de Comunicação Empresarial no Brasil. Ele
analisa modelos e procedimentos de avaliação em comunicação
organizacional e inclui, ao final, uma avaliação da comunicação
de cases premiados do Prêmio Opinião Pública. Leitura
obrigatória.
Do golpe ao Planalto: Ricardo Kotscho, uma vida de
repórter, publicado pela Companhia das Letras, de São
Paulo, em 2006.
A obra resgata a trajetória jornalística de Ricardo Kotscho,
um dos nossos jornalistas mais prestigiados pela sua competência
profissional, postura ética e, sobretudo, pela valorização
da reportagem no jornalismo brasileiro. Traz informações
importantes sobre os bastidores das redações, descreve
a sua participação nas campanhas presidenciais de Lula
e sua passagem rápida e rica como assessor de imprensa do Governo
atual. Documento imperdível de um jornalista que realmente dignifica
a profissão.
A reputação na velocidade do pensamento:
imagem e ética na era digital, de Mário Rosa, publicado
pela Geração Editorial, de São Paulo, em 2006.
Novo livro de Mário Rosa que atualiza conceitos e cenários
já desenvolvidos em suas obras anteriores - A síndrome
de Aquiles e a Era do escândalo, voltados para a questão
da imagem e da reputação em nossa sociedade. Traz prefácio
de Paulo Coelho que, embora tenha um apelo comercial, pouco acrescenta
e dá uma conotação diferente à obra. Diferentemente
dos outros trabalhos de Mário Rosa, mais sistemáticos
e consistentes, esse tem a pretensão de apresentá-lo como
guru (daí talvez o apelo ao Paulo Coelho) , repleto de mantras
e receitas, mas pode ser lido com proveito. Traz muitos exemplos, boa
edição e é de leitura fluente.
Comunicação Empresarial: estratégia
de organizações vencedoras, publicado pela Aberje Editorial,
de São Paulo, em 2006.
Trata-se do segundo volume da Coleção Inteligência
da Aberje e reúne 16 artigos de profissionais e professores da
área de Comunicação Empresarial, muitos deles relatos
de casos específicos de comunicação em organizações
brasileiras. Pela pluralidade de idéias e experiências,
constitui-se numa leitura interessante.
Glossário de Comunicação Pública,
organizado por Jorge Duarte e Luciara Veras, editado pela Casa das Musas,
de Brasília/DF, em 2006.
Coordenado por Jorge Duarte e Luciara Veras, o glossário foi
elaborado por estudantes do curso de pos-graduação em
Assessoria em Comunicação Pública do IESB - Instituto
de Ensino Superior de Brasília. Traz dezenas de verbetes úteis
e pode ser consultado com proveito pelos profissionais da área.
A mídia e seus truques: o que o jornal, revista,
TV, rádio e internet fazem para captar e manter a atenção
do público, de Nilton Hernandes, publicado pela Editora Contexto,
de São Paulo em 2006.
Partindo dos conceitos de verdade, objetividade, imparcialidade etc,
o autor analisa as estratégias dos meios de comunicação
para cativar a atenção da audiência sob a perspectiva
da ideologia e da manipulação. Além das observações
gerais sobre o processo utilizado pelos veículos para chamarem
a atenção, o livro traz análises específicas
sobre representantes de cada um dos segmentos das mídias. Leitura
atual e que pode ser sobretudo útil para os que estão
diretamente empenhados, nas organizações, no relacionamento
com a mídia. Observação importante: a Editora Contexto
nada tem a ver com a Comtexto Comunicação e Pesquisa:
ambas são empresas tradicionais no mercado (fundadas há
mais de 20 anos), mas têm atividades distintas.
Formação e informação econômica,
organizado por Sérgio Villas Boas, publicado pela Summus Editorial,
de São Paulo, em 2006.
Trata-se de mais um texto desta coleção (Formação
& Informação) que já produziu, anteriormente,
boas edições sobre Jornalismo Científico, Ambiental
e Esportivo e que reúne profissionais do mercado, sistematizando,
neste caso, conceitos e analisando temas de economia/finanças,
como inflação, mercado financeiro, consumo e consumismo,
comércio internacional etc. O capítulo final sobre a cobertura
de economia da mídia resgata alguns problemas e desafios da área.
Como os demais textos da coleção, é de leitura
bastante útil.
A sociedade enfrenta sua mídia: dispositivos
sociais de crítica midiática, de José Luiz Braga,
publicado pela Editora Paulus, de São Paulo, em 2006.
Um excelente trabalho do professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação
em Comunicação da Unisinos (RS), que parte de uma constatação
importante, mas nem sempre percebida: "os processos midiáticos,
na sociedade" não se esgota nos subsistemas de produção
e de recepção", mas inclui, obrigatoriamente, um
terceiro sistema, por ele determinado de sistema de resposta social,
identificado por inúmeros tipos de ação, como a
crítica, retorno, militância social, circulação
comercial etc. Não se trata de um manual, mas de um texto denso,
com um proposta teórica bastante ambiciosa e ao mesmo tempo intrigante.
Leitura recomendável para quem deseja sair da mesmice e ativar
os neurônios, prática cada vez menos freqüente em
nosso meio.
Discurso das mídias, de Patrick Charaudeau,
publicado pela Editora Contexto, de São Paulo, em 2006.
O autor, conhecido por outras publicações que também
têm como foco a questão do discurso e sua análise,
nessa obra analisa o discurso midiático, buscando entender as
suas estratégias de encenação e enunciação.
Sua intenção é verificar em que medida os meios
de comunicação estão sintonizados com o interesse
público, ou seja, busca traçar um paralelo entre a responsabilidade
das mídias e a responsabilidade do cidadão. Boa leitura
sobretudo para os que apreciam análises e reflexões sobre
o papel da mídia na sociedade contemporânea.
Inteligência cultural: instrumentos para negócios
globais, de David C. Thomas e Kerr Inkson, publicado pela Editora Record,
do Rio de Janeiro, em 2006.
Você, que já se acostumando às expressões
inteligência emocional, inteligência social etc, precisa,
de agora em diante, acrescentar mais uma no seu repertório: a
inteligência cultural. O texto aborda, específicamente
e com competência, a necessidade do desenvolvimento por parte
dos executivos e profissionais em geral da inteligência cultural,
ou seja da capacidade/habilidade de dialogar, negociar com diferentes
culturas, de entender valores e princípios de realidades diferentes
da nossa . Para quem deseja sobreviver neste mundo globalizado, talvez
valha a pena mesmo começar a se preocupar com isso. Desse jeito,
vamos ficar inteligentes para caramba: social, emocional, culturalmente
falando. Você se habilita?
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